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domingo, 20 de outubro de 2013
MINHAS AMANTES
Eram elas que me diziam
todo dia, todo dia
eram elas que me comiam
sempre, todo dia todo dia
Eram todas minhas amantes
delirantes como a lua
Eram sempre provocantes
viandantes de minha rua
Eram elas sós e belas
minhas sereias brancas e nuas
Eram loiras vagabundas
boas de banda e também de bundas
Eram todas insaciáveis, mas
todas amáves e sacanas
Eram elas na minha vida
um sonho velado sem solução
Eram todas os meus desejos
de agarrar seus peitos
em coito perfeito
de gozos sem fim
Eram todas minhas amantes
e em seus semblantes
se sentia o prazer
Eram todas cheias de desejos
de ardentes beijos
e mil gosos de mim
Eram sim todas imundas
safadas e assim molhavam o carmim
Eram elas meu querubim
e eu seu arlequim
de fantasias sem fim
Eram elas meu gozo na cama
que mulheres sacanas
que putas bacanas
a consumir meu d'argent
Eram todas enfim
todas as mulheres
saciadas por mim
Rio, 1970
AMOR MAIOR
Meu filho papai vai agora
lhe contar uma história de amor
que é um sonho de canto
que é uma razão poética
que é um querer de ser
de profissão de cantor
Meu canto de amor é seu
que humanos seres habitou
que quis dizer com ardor
a fraterna condição que nos une
por vidas por nós reunidas
por querermos dar amor a humanidade
Meu filho
se até aqui não o fiz
é sua a missão de fazê-lo
já que sabeis por tenras demonstrações
de tudo que os seres humanos
nossos semelhantes ardorosamente almejam
Toma esse bastão que não o consegui alcançar
e que o busquei toda vida
e ensina com a tua humildade e bondade
o amor e a verdade humana
dos que vieram para amar o mundo
Rio, 1991
sábado, 19 de outubro de 2013
PALAVRAS...
Palavras, como direi...
se elas existem eu as convoco urgentemente
para que me promovam
antes que o sol se ponha
para que quando a lua
aparecendo, o que me instiga
saiba, antes que chegue novo dia
que eu sou uma sombra
que o sol desleixadamente
faz projetar no seio dessa amante
mas que ela nem se apercebe
como direi? com que palavras
a farei perceber essa nuance
esse ardor quer mancha a lua
e que é o meu amor!...
Rio, 1970
Rio, 1970
CARTA DE AMOR
Eu aprendi que as vezes em que temos vontade de amar, é porque uma energia enorme se acumulou dentro de nós e tendo a necessidade de manifestasse em forma de vida e existência propriamente dita, vê naquela pessoa que mais se afina com essa mesma energia, a identidade e afinidade vibratória do que sentimos interiormente.
Esse fato pode ser o que costumamos chamar de afinidade, ou simpatia, ou afeição pessoal entre duas pessoas que possuem a mesma sensibilidade vibratória e o mesmo sentimemto de compreensão, de sensações, emoções e desejos.
O desejo pode ser entendido como o sentimento da alma que procura o preenchimento de espaços vazios existentes dentro do nosso interior existencial ou propriamente na nossa essência vital, que por sua vez também espera ver completada todas as suas indagações e buscas do real e do imaginário mundo do qual todos nós fazemos parte e questionamos indefinidamente e a nós mesmos, o porquê da vida humana.
O desejo é sem dúvidas um querer permanente da nossa alma.
O querer tem haver com o sentir e este por sua vez com o amar entre duas pessoas que desejam se completar sobre algum aspecto existencial ou verdadeiramente objetivado com algum fim nos limites físicos da espécie ou dos ilimitados conceitos dos poderes da mente humana.
Portanto o desejo é o elemento propulsor da existência da espécie humana, sem o qual estaríamos todos fadados à extinção, haja vista, não fosse essa mola de propulsão, estariam todos os indivíduos predestinados ao marasmo e a indiferença entre os semelhantes da raça.
Bem como, não haveria evolução e nem progresso da própria espécie, pois lhe faltaria o estímulo para a competição e o interesse de se superar a si mesmo, como manda e determina a perpetuação da natureza toda em si.
Não há como deixar de lhe desejar e muito menos como não perceber que o meu desejo é do tamanho da sua aura existencial. O seu perfil de vida está pronto para ser preenchido por uma energia qua ainda não ousaste experimentá-la e nem tão popuco permitiste alguém tocá-la.
Entretanto resta a mim ousar e me atrever fazer com que esta energia contida e retraída há muito, possa ser extravazada e experimentada em toda a sua plenitude do prazer e da vida, para que possas sentir o quanto é importante e indispensável se desejar sempre "sentir" por todos os poros do corpo e por todos os caminhos da alma o penetrar candente de uma energia viva e divina que faz renascer a propria vida, dentro de nós.
Rio, 1971
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
OH!... TU, POESIA...
"E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."
- Miguel Sousa Tavares
Escritor português, a propósito da perda de sua mãe, a escritora e poetisa Sophia de Mello-Breyner.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
MENSAGEM DOS ES´PÍRITOS AO POVO BRASILEIRO
MENSAGEM DOS ESPÍRITOS AO POVO
BRASILEIRO
Mensagem recebida no Centro Espirita
“Jesus no Lar” - 10/05/2013 - Sexta-feira
Irmãos queridos:
“Diante dessa crise que se abate
sobre o nosso povo, face a essa onda de pessimismo que toma conta dos
brasileiros, frente aos embates que o país atravessa, nós, os seus
companheiros, trazemos na noite de hoje a nossa mensagem de fé, de coragem e de
estímulo.
Estamos irradiando-a para todas as
reuniões mediúnicas que estão sendo realizadas neste instante, de norte a sul
do Brasil.
Durante vários dias estaremos
repetindo a nossa palavra, a fim de que maior número de médiuns possa captá-la.
Cada um destes que sintonizar nesta
faixa vibratória dará a sua interpretação, de acordo com o entendimento e a
gradação que lhe forem peculiares.
Estamos convidando todos os espíritas para se engajarem nesta campanha.
Há urgente necessidade de que a fé, a
esperança e o otimismo renasçam nos corações.
A onda de pessimismo, de descrédito e
de desalento é tão grande que, mesmo aqueles que estão bem intencionados e
aspirando realizar algo de construtivo e útil para o país, em qualquer nível, vêem-se
tolhidos em seus propósitos, sufocados nos seus anseios, esbarrando em
barreiras quase intransponíveis.
É preciso modificar esse clima espiritual.
É imperioso que o sopro renovador de
confiança, de fé nos altos destinos de nossa nação, varra para longe os miasmas
do desalento e do desânimo.
É necessário abrir clareiras e
espaços para que brilhe a luz da esperança. Somente através de esperança
conseguiremos, de novo, arregimentar as forças de nosso povo sofrido e cansado.
Os espíritas não devem engrossar as
fileiras do desalento.
Temos o dever inadiável de transmitir
coragem, infundir ânimo, reaquecer esperanças e despertar a fé!
Ah! a fé no nosso futuro!
A certeza de que estamos destinados a
uma nobre missão no concerto dos povos, mas que a nossa vacilação, a nossa
incúria podem retardar.
Responsabilidade nossa. Tarefa nossa.
Estamos cientes de tudo isto e nos deixamos levar pelo desânimo, este vírus de
perigo inimaginável.
O desânimo e seus companheiros, o desalento, a descrença, a incerteza, o pessimismo, andam juntos e contagiam muito sutilmente, enfraquecendo o indivíduo, os grupos, a própria comunidade. São como o cupim a corroer, no silêncio, as estruturas.
Não raras vezes, insuflado por mentes
em desalinho, por inimigos do progresso, por agentes do caos, esse vírus se
expande e se alastra, por contágio, derrotando o ser humano antes da luta.
Diante desse quadro de forças
negativas, tornam-se muito difíceis quaisquer reações. Portanto, cabe aos
espíritas o dever de lutar pela transformação deste estado geral.
Que cada Centro, cada grupo, cada reunião promova
nossa campanha.
Que haja uma renovação dessa
psicosfera sombria e que as pessoas realmente sofredoras e abatidas pelas
provações, encontrem em nossas Casas um clima de paz, de otimismo e de
esperança!
Que vocês levem a nossa palavra a
toda parte.
Aqueles que possam fazê-lo
transmitam-na através dos meios de comunicação. Precisamos contagiar o nosso
Movimento com estas forças positivas, a fim de ajudarmos efetivamente o nosso
país a crescer e a caminhar no rumo do progresso.
São essas forças que impelem o
indivíduo ao trabalho, a acreditar em si mesmo, no seu próprio valor e
capacidade. São essas forças que o levam a crer e lutar por um futuro melhor.
Meus irmãos, o mundo não é uma nau à
matroca.
Nós sabemos que “Jesus está no leme!”
e que não iremos soçobrar.
Basta de dúvidas e incertezas que
somente retardam o avanço e prejudicam o trabalho.
Sejamos solidários, sim, com a dor de
nosso próximo.
Façamos por ele o que estiver ao
nosso alcance. Temos o dever indeclinável de fazê-lo, sobretudo transmitindo o
esclarecimento que a Doutrina Espírita proporciona.
Mas também, que a solidariedade
exista em nossas fileiras, para que prossigamos no trabalho abençoado, unidos e
confiantes na preparação do futuro de paz por todos almejado.
E não esqueçamos de que, se o Brasil
“é o coração do mundo”, somente será a “pátria do Evangelho” se este Evangelho
estiver sendo sentido e vivido por cada um de nós”.
Eurípedes
Barsanulfo – espírito
Suely
Caldas Schuber – médium
sábado, 1 de janeiro de 2011
PRIMEIRO DIA DE COBRANÇAS..
Ai, Aiai, Aiai, e o meu voto?
Estamos iniciando hoje no primeiro dia do ano de 2011, no primeiro dia, claro, o nosso “ai, aiai, aiai...e o meu voto?”. Vejam: não é que tenhamos que ser um chatinho de galocha, não! Mas, é que fizeram muitas promessas, podemos até exagerar e dizer que foram kilômetros e quilômetros de promessas, desvairadas e inconseqüentes promessas. Veja:(esse chavão, todos já conhecemos de sobeja, portanto, veja:), o que de tanto se prometeu ao povo brasileiro e de nadinha se fez, é uma montanha incalculável e que ninguém conseguirá escalar por mais que tenha pernas, braços e fôlego.
Pelo amor de Deus, povo do Brasil, busquem a memória, lembrem-se do que ad aeternum nos prometem, desenfreadamente os ávidos pelo poder. Olhem, não dá para ficar aí parado esperando a banda passar como quis o poeta. Poeta somos todos nós que vivemos de sonhos, mas a realidade nostra é uma outra coisa, acordem ou morrerão à míngua de esclarecimentos, informações conscientização e politização, imbecis!!
Nós daqui tentaremos colocar-lhes a parte do ocorrido nesse nosso dia a dia, que vai ser crucial, não temos dúvidas e nem vamos nos iludir que não seja uma pedreira a vida do brasileiro nestes próximos anos. Ora, veja:(assim eles entendem), tudo por fazer, tudinho pelo meio(quando chega ao meio...), nada concluído, e este é um mote proposital para que nunca se conclua nada e deixe sempre a oportunidade de ser o outro a concluir, que também não conclui e assim vai goela abaixo denòs(óia nós aqui travêz). Otários!!
Desculpe-me, otário sou eu que escrevo estas mal traçadas linhas... Sim, porque a precisamente 45(quarenta e cinco anos)atrás estávamos nós estudantes de casas de estudantes, centros acadêmicos e calabouços brasis afora brigando por todas as mudanças que se faziam prementes, urgentes, indispensáveis, e tome-lhe porrada, e haja pancadaria, prisão, mortes, o que quiserem imaginar! Vejam(agora somos nós aqui na máquina), nos resta a pergunta: o que resultou de tudo aquilo, quais são os valores que hoje predominam em nossas vidas, quem tem mais ascensão perante a consciência do povo, do povão dos miseráveis, por quem tanto brigamos, sangramos e morremos..., senão os menos preparados, em condições e qualificação precárias, sem muitas condições de entender toda essa agrura e circunstância histórica da nossa nação.
É a verdadeira consagração da desgraça e da miséria daqueles de quem se tira a fome da boca e do estômago, mas não se lhes alimenta a consciência, o espírito e a mente que continua sendo manipulada com dantes no quartel de abrantes, e continuamos a ver a banda tocar e passar, como dizia o poeta e que de nada adiantou para os miseráveis...o seu melodrama, pois que hoje se junta aos lado de lá, dos devoradores da liberdade de consciência e do conhecimento, da educação e da cultura, mas que somente quando ao povo lhe for dada a oportunidade de adquirir tais informações e conhecimentos é que verdadeiramente haverá condiçoes para que esse mesmo povo possa se libertar do massacre das amarras dos grilões, o que até hoje o faz persistir na miséria!
Mas, vivemos esse momento histórico que nos foi reservado por algum merecimento, acredito e entendo, e s p i r i t u a l. Como sou um estudioso desse aspecto transcendente, vou me recolher, pedir forças e luzes em meu retiro consciencial, para poder atentar detalhadamente ao que ocorre em nossa volta, poder discernir com justiça e imparcialidade, e dizer da minha mais profunda natureza humana o que acho do tratamento que estão dando e dispensando à sua excelência, o meu, o seu o nosso sagrado voto.
Rio, 01/01/11, às 00:01h
Emmanuel Avelino.
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